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Salamandras: aquecimentos que exigem sérios cuidados

Salamandras: aquecimentos que exigem sérios cuidados
18/09/2018
3 min leitura
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Salamandras e outros aparelhos de aquecimento estão na origem de «mortes silenciosas»

No passado dia 19 de Novembro, a Câmara Municipal de Ourém anunciou que, em média, são registados anualmente cerca de 55 incêndios urbanos nesse concelho, localizado no distrito de Santarém.

De acordo com informações da autarquia, entre Janeiro de 2006 e Outubro de 2014, ocorreram 500 incidentes deste tipo em Ourém. Uma larga maioria (87%) dos incêndios acontece em habitações, sobretudo nos meses de Inverno, devido, inclusive, à falta de segurança na utilização de aparelhos de aquecimento, como as salamandras.

Infelizmente, os incidentes com salamandras são um fenómeno transversal que atravessa todas as regiões do país e até causam mortes.

Por exemplo, entre 2012 e 2014, faleceram cerca de 49 idosos, devido a quedas na lareira, segundo dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

Salamandras: aquecimentos que exigem sérios cuidados
Salamandras: aquecimentos que exigem sérios cuidados

Estes acidentes acontecem quando se registam baixíssimas temperaturas e os mais idosos se tentam proteger do frio, encostando-se ao bordo das salamandras.

Com a constante inalação do fumo, sentem-se tontos, acabam por cair no chão e são carbonizados. «Trata-se de mortes silenciosas, uma vez que tudo acontece rápida e suavemente», conta o adjunto de comando dos Bombeiros de Manteigas, Francisco Santos.

Como exemplo, o bombeiro recorda um casal de idosos que morreu… sentado à mesa, sem quaisquer queimaduras no corpo.

A inalação do fumo proveniente da braseira por baixo da mesa foi fatal.

Conselhos importantes para evitar incidentes com salamandras

Já João Pinheiro, vice-presidente do Instituto de Medicina Legal, confirma que são bastante frequentes as mortes de idosos no interior das habitações por falta de condições de segurança na utilização de salamandras e lareiras.

«Deve-se sublinhar que ainda poderá haver mais óbitos derivados desta causa, só que existem casos em que o Ministério Público dispensa a realização da autópsia», acrescenta João Pinheiro.

Perante estes factos, torna-se essencial adoptar algumas dicas de segurança.

Uma das mais óbvias é aquisição de uma protecção que estabeleça uma distância de alguns metros que podem fazer toda a diferença para salvar vidas. Por outro lado, os utilizadores de salamandras nunca podem deixar de verificar regularmente as condições de funcionamento destes aquecimentos.

De resto, é ainda aconselhável a compra de um detector de monóxido de carbono (CO), que tem de se localizar nas divisões da casa onde se encontram os aparelhos de queima, como na cozinha ou na sala de estar.

No entanto, nunca se deve confiar em demasia nestes aparelhos, uma vez que os detectores somente emitem o alerta e nunca têm a capacidade de afastar este gás mortal.

A evitar que se seque roupa junto dos aquecedores ou que se coloque peças de vestuário sobre as salamandras.

Fontes: Agência Lusa, SOL e DECO PROTESTE

As salamandras da empresa Pedra e Decoração distinguem-se por serem aquecimentos seguros, eficientes e com um bom gosto estético