Lareira a lenha: um equipamento «no grato» em Paris
O ano começou mal para os parisienses mais friorentos.
Desde o passado dia 1 de Janeiro que é proibido se aquecer junto de uma lareira a lenha na capital francesa. Como é óbvio, os protestos dos habitantes têm ecoado em Paris, embora esta não seja uma medida inédita: em Londres e na Suíça, os fogos de lareira mais tradicional também já foram interditos.
O motivo desta acção drástica foi explicado por um trabalho do CNRS (Centro Nacional de Investigação Científica).
Afinal de contas, este órgão considera que o ar que circula na cidade de Paris, nas épocas de maior poluição, equivale ao de uma sala de cerca de 20 metros quadrados com oito fumadores. Sendo assim, a decisão de interditar o aquecimento junto de uma lareira a lenha pretende diminuir essa contaminação do meio ambiente.

De resto, a publicação Le Parisien informa que o fumo oriundo desse tipo de aparelhos contribui para mais de 23% da poluição por partículas finas – com propriedades cancerígenas – na capital, o que é igual à circulação automóvel.
A France TV Info deita ainda mais «achas para a fogueira», assegurando que uma lareira a lenha emite igualmente contaminantes para o ar do interior das habitações.
Mesmo perante tantos argumentos, ninguém consegue dominar a impaciência dos parisienses.
Mas sempre podemos dar uma ajudinha: que tal conhecer alternativas mais ecológicas, em relação à lareira a lenha?
Lareira a gás dispensa a utilização da madeira e evita a produção de cinzas
Comecemos pelos aquecimentos a pellets.
Realmente, estas lareiras diferenciam-se por serem mesmo «amigas do ambiente». Para além de evitarem o abate das árvores, os equipamentos aquecem o lar, graças a uma combustão «a seco», o que reduz a quantidade de dióxido de carbono emitido na atmosfera. A acrescentar que as lareiras a pellets utilizam o combustível mais económico disponível, a seguir ao eólico e ao solar.
Os equipamentos que funcionam a gás também têm vantagens evidentes, se compararmos com as lareiras a lenha.
É que estes aquecimentos não necessitam da utilização da madeira. Por esse motivo, não há qualquer produção de cinzas, nem de um odor a fumo desagradável. Por outro lado, as lareiras a gás nem precisam de chaminé e são um equipamento cujo calor é 100% aproveitado.
Finalmente, a destacar as lareiras a bioetanol.
Estes aparelhos não emitem substâncias nocivas, produzindo unicamente anidrido carbónico e vapor de água, para além de se tratar de um equipamento prático, que dispensa tubos de exaustão e qualquer tipo de ligação eléctrica, e de contar com um custo operativo bastante acessível: aproximadamente, 1€ por hora
Fonte: Diário de Notícias